Dente-de-leão
Taraxacum officinale
- Grupo
- Plantas
- Onde foi registrada
- São Paulo, Vila Antonina
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 6
O Taraxacum officinale é aquela erva cosmopolita que todo mundo reconhece: uma roseta de folhas profundamente recortadas que abraça o chão e, ao centro, hastes ocadas que sustentam capítulos amarelos intensos. Ao quebrar o pecíolo, escorre um látex branco. As folhas tenras são comestíveis e, em algumas regiões, aproveitadas em saladas, o que não diminui em nada o encanto de vê-lo pontilhando gramados com pequenos sóis dourados.
Depois da floração, o capítulo se transforma na famosa esfera alva de papos — um conjunto de aquênios leves, cada um com seu paraquedas sedoso. Basta um sopro ou uma brisa para que as sementes voem longe, colonizando novos espaços abertos e solos revolvidos. A espécie se reproduz com facilidade, inclusive por apomixia (formando sementes sem fecundação), o que ajuda a explicar sua ubiquidade.
No Brasil, aparece com mais frequência em regiões de clima ameno, especialmente no Sul e em áreas elevadas do Sudeste, ocupando jardins, beiras de calçada e pastagens. Apesar de simples, o dente-de-leão é valioso para insetos: suas flores oferecem pólen e néctar a abelhas e moscas em épocas do ano em que há menos recursos disponíveis. É uma planta que rende boas fotos macro, tanto das estruturas florais quanto dos delicados paraquedas prestes a decolar.