Castanha-do-maranhão
Pachira glabra
- Grupo
- Plantas · árvore
- Onde foi registrada
- São Paulo, Vila Antonina
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Endêmica do Brasil
- Sim
- Endemismo regional
- Sim
- Fotografias
- 4
Pachira glabra é uma árvore de áreas úmidas, com copa arredondada e folhas palmadas, compostas por 5 a 7 folíolos brilhantes que lembram uma mão aberta. As flores são grandes, cremes a esbranquiçadas, com numerosos estames longos e decorativos, muitas vezes se abrindo ao entardecer. O fruto é uma cápsula lenhosa, globosa a oval, que ao amadurecer se abre em gomos expondo sementes escuras e brilhantes — conhecidas em inglês como “saba nuts”.
Nativa do leste do Brasil, acompanha margens de rios, lagoas e brejos na Mata Atlântica, tolerando tanto encharcamento periódico quanto solos úmidos e bem drenados. É muito cultivada como ornamental no país e no exterior, inclusive em vasos, onde se tornou popularmente chamada de “castanha-do-maranhão”. Em ambientes naturais, a espécie forma parte das matas ciliares, contribuindo para a proteção das margens e oferecendo sombra e abrigo para a fauna.
Suas flores perfumadas atraem polinizadores noturnos, e os frutos, quando abertos, oferecem sementes ricas em óleo, consumidas torradas em algumas regiões. Em áreas ribeirinhas, as cápsulas podem flutuar e ajudar a espécie a colonizar novos trechos de margem. Além do apelo ornamental, a árvore é valiosa do ponto de vista ecológico por fornecer néctar, pólen e alimento para uma variedade de insetos e vertebrados.
Em cultivo, P. glabra aprecia sol pleno a meia-sombra e irrigação regular, e responde bem à poda de formação. Embora se pareça com Pachira aquatica, difere em detalhes das flores e frutos; ambas, porém, compartilham o porte elegante, as folhas palmadas e a vocação para ambientes úmidos.