Saíra-douradinha
Tangara cyanoventris
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- Itamonte
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Endêmica do Brasil
- Sim
- Endemismo regional
- Sim
- Fotografias
- 10
Pode procurar no planeta inteiro: a saíra-douradinha só existe no Brasil. Em nenhum outro país do mundo alguém consegue ver esse passarinho voando livre. É o que os cientistas chamam de espécie endêmica, mas dá pra falar mais simples: é um tesouro só nosso.
E tesouro é a palavra certa. As penas verdes dela têm as bordas douradas, como se cada peninha tivesse sido contornada com tinta de ouro, e a barriga é azul-acinzentada. Quando a luz da mata atravessa as folhas e bate nela, o efeito é de joia se mexendo no galho.
Ela quase nunca anda sozinha. Vive em casal ou em grupinhos e adora se juntar aos bandos mistos, aquelas caravanas de passarinhos de várias espécies que atravessam a mata juntas, cada um caçando do seu jeito e todos ganhando mais olhos contra os perigos.
O prato principal é fruta, com uns insetos de acompanhamento. Ela visita figueiras e outras árvores carregadas, come, voa, e vai soltando as sementes pelo caminho. De cada semente que vinga, nasce uma árvore nova. A douradinha vai literalmente plantando a floresta onde mora.
Na época de criar filhotes, o casal monta um ninho em forma de tigela, escondido entre as folhas, onde nascem dois ou três por vez.
Essa foto fiz em Itamonte, na serra, num dia de sorte com a mata cheia de movimento.
Ouro de verdade não fica trancado em cofre. O nosso tem penas, come figo e ainda planta floresta.
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