Gavião-de-rabo-branco
Geranoaetus albicaudatus
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- Itamonte
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 8
Onde tem fumaça, ele aparece. O gavião-de-rabo-branco descobriu que uma queimada no campo é hora de banquete: os bichos fogem correndo do fogo, e ele fica sobrevoando a fumaça pra pegar quem escapa, no chão ou no ar. O costume é tão conhecido que ele ganhou até apelido: gavião-fumaça.
Mas fogo é só ocasião especial. No dia a dia ele é um caçador de campo aberto, e caça de dois jeitos: ou plana bem alto aproveitando o ar quente que sobe, ou faz uma coisa linda de ver, que é parar no ar de frente pro vento, as asas abertas, pendurado no céu como pipa, vasculhando o chão lá embaixo.
O nome vem da marca registrada: a cauda branca com uma faixa preta na ponta, que dá pra reconhecer de longe. O resto é elegância: dorso acinzentado, asas compridas e uma mancha cor de ferrugem no ombro.
No cardápio cabe de tudo: rato, lagarto, cobra, passarinho, inseto graúdo. Por comer tanto bicho miúdo, ele presta um serviço e tanto pros campos, segurando as populações de roedores.
Essa foto eu fiz em Itamonte, na serra, onde os campos abertos são a cara dele. Estava pousado, senhor do território, naquele porte de quem não tem pressa.
Na época de ninho, o casal empilha gravetos numa árvore alta e monta uma plataforma enorme, defendida com unhas e bico. Quem passa perto fica sabendo quem manda ali.
E quando avistar um gavião pendurado no céu, enfrentando o vento sem bater as asas, olha a cauda. Se for branca com a pontinha preta, é ele, o gavião que aprendeu a ler fumaça.
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