Andorinha-azul-e-branca
Pygochelidon cyanoleuca
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- Itamonte
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 11
A andorinha-azul-e-branca almoça voando. Ela não pousa pra comer: caça insetos em pleno ar, de boca aberta no meio do voo, fazendo curvas e manobras rápidas que nenhum avião imita. As asas compridas e pontudas e a caudinha bifurcada são o segredo dessas viradas de tirar o fôlego.
De longe parece só um risco escuro cortando o céu, mas de perto ela é elegante: as costas são de um azul metálico que brilha no sol, e a barriga é branquinha, limpa. Os jovens ainda saem meio acastanhados, até vestirem o uniforme azul dos adultos.
E ela mora de favor na casa da gente, sem pedir licença: faz ninho em fresta de telhado, vão de ponte, bueiro, buraco de barranco. Onde a gente construiu, ela achou moradia. Às vezes várias famílias se instalam pertinho umas das outras, uma vilinha de andorinhas.
No fim da tarde vem o espetáculo: elas se reúnem em grupos maiores e sobrevoam praças e ruas juntas, caçando os insetos do entardecer, riscando o céu pra todo lado.
Essa foto fiz em Itamonte, cidadezinha de serra. Ela é assim: tanto vive aqui na beira do mar quanto lá no alto das montanhas, do nível da praia até o frio da serra.
Amanhã, no fim da tarde, olha pro céu por um minuto. Aqueles riscos rápidos passando sobre os telhados provavelmente são elas, jantando em pleno voo, como fazem todos os dias em cima da gente sem a gente notar.
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