Periquitão-maracanã
Psittacara leucophthalmus
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- Itamonte
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 22
O periquitão-maracanã às vezes faz a casa dele dentro da casa dos cupins. Ele encontra um cupinzeiro daqueles grandes, grudados no tronco das árvores, e escava ali dentro o quartinho do ninho. Os cupins constroem, o periquito se muda.
Quando não acha cupinzeiro, um oco de árvore serve muito bem. O casal cuida junto dos filhotes, e mesmo depois que os jovens aprendem a voar, eles continuam um tempo grudados na família, acompanhando o grupo pra todo lado.
E voar, pra esse periquito, é sempre em bando e sempre com barulho. Eles cruzam o céu em turmas gritando alto, num voo rápido e reto, se anunciando de longe. Você ouve o bando muito antes de ver.
De perto, ele é verde quase inteiro, de cauda comprida, com umas manchinhas vermelhas na dobra da asa, como se tivesse encostado em tinta fresca. E o olho é claro, tão claro que em outras línguas ele é chamado de periquito de olho branco.
No fim da tarde vem o espetáculo: em algumas cidades, centenas deles se juntam nas mesmas árvores pra dormir, todos chegando ao mesmo tempo, todos falando ao mesmo tempo. Um dormitório coletivo dos mais barulhentos que existem.
Esse da foto encontrei em Cunha, na serra, onde os bandos passam gritando por cima das árvores.
Da próxima vez que ouvir uma gritaria verde cruzando o céu, olha pra cima e tenta contar quantos são. Boa sorte: eles voam rápido.
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