Phymatidium falcifolium
Phymatidium falcifolium
- Grupo
- Plantas · orquídea
- Onde foi registrada
- Queluz
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Endêmica do Brasil
- Sim
- Endemismo regional
- Sim
- Fotografias
- 4
Você já passou do lado de uma dessas e achou que era mato no galho. Eu garanto. Essa orquídea forma um tufinho de folhas estreitas e curvas, parecidas com capim, grudado na casca, e não tem nada ali que grite "sou uma orquídea". Nem bulbo gordinho ela tem. A planta inteira, quando muito, chega a um palmo.
Aí ela floresce, e a coisa muda. Saem hastes curtas com várias flores minúsculas, esbranquiçadas com um toque de verde. São tão pequenas que a gente precisa parar, encostar o rosto e ajustar o olho pra enxergar o desenho. Quem faz isso descobre uma flor de orquídea completa, com todas as peças no lugar, em tamanho de miniatura.
Ela é planta de mata fechada e úmida, de encosta com neblina, dessas que vivem molhadas quase o ano inteiro. Se instala em tronco e em galho fino, no meio de tapetes de musgo, sem tirar nada da árvore: usa a casca de andaime e bebe da chuva, do orvalho e do pouco de matéria orgânica que se junta ali.
A época de flor é janeiro e fevereiro, no meio do verão.
Essa eu fiz em Queluz. É uma daquelas horas em que a mata te obriga a diminuir o passo, porque o que ela tem de melhor naquele dia não chega a um centímetro.
Orquídea não é só flor grande de vaso. Boa parte das nossas é assim: pequena, discreta e escondida em plena vista.