Cobra-d'água-oliva
Helicops modestus
- Grupo
- Répteis
- Onde foi registrada
- Cabreúva
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Endêmica do Brasil
- Sim
- Fotografias
- 2
Essa cobra não bota ovo. Os filhotes nascem direto da barriga da mãe, prontinhos, já sabendo nadar. Parece detalhe, mas é um superpoder pra quem vive onde ela vive: dentro da água. Ovo em lugar alagado é ovo perdido; filhote que já nasce nadando se vira sozinho.
É a cobra-d'água-oliva, uma cobra que só existe no Brasil. O corpo é forte, verde-oliva puxando pro marrom, e as escamas das costas têm umas quilhas, como se cada escama tivesse uma dobrinha no meio. Isso deixa ela áspera ao toque e ajuda no nado.
O dia dela é assim: fica na beira do rio ou da lagoa tomando sol pra esquentar o corpo, e ao menor sinal de perigo desliza pra dentro da água sem fazer barulho, feito quem escorrega pra debaixo das cobertas. De noite, sai pra caçar nos cantos rasos e paradões: peixe e sapo, capturados num bote rápido dentro d'água.
Veneno perigoso pra gente? Não tem. O truque de defesa dela é outro: solta um cheiro bem forte e pode achatar o corpo pra parecer maior do que é. Puro teatro.
Essa foto fiz em Cabreúva, na beira da água, claro, que é onde ela está quase sempre.
Onde tem cobra-d'água por perto, o rio costuma estar vivo, com peixe e sapo de sobra. Então, encontrar uma dessas é um bom sinal: a água daquele lugar vai bem, obrigado.