Dibernardia
Dibernardia
- Grupo
- Répteis
- Onde foi registrada
- Ilhabela, Borrifos
- Fotografias
- 3
Um professor virou nome de cobra. O gênero Dibernardia foi criado pelos cientistas em homenagem a Marcos Di Bernardo, um pesquisador brasileiro que, numa carreira curta e cheia de trabalho, publicou vários estudos justamente sobre esse grupo de serpentes. Quando perceberam que essas cobras mereciam um grupo só delas, os colegas batizaram o grupo com o nome dele. Um jeito bonito de a ciência dizer obrigado.
As Dibernardia são cobras pequenas e discretas, e a casa delas é a Mata Atlântica, a floresta aqui de casa. O grupo tem quatro espécies, e os nomes já ajudam a contar a história: uma delas é a de duas linhas no corpo, e a mais conhecida atende em inglês por dois apelidos, corredora-da-floresta-de-cabeça-preta e, sem cerimônia nenhuma, cobra da Mata Atlântica.
Essa mais conhecida teve até o cardápio estudado pelos cientistas: o prato principal são as rãzinhas que vivem no chão da floresta. Uma caçadora miúda trabalhando no rés do chão.
São bichos sem perigo pra gente, do time da discrição: tão camufladas e caseiras que pouca gente nota que elas existem, mesmo morando no mesmo bairro. Essa foto fiz em Borrifos, lá em Ilhabela, e foi um encontro raro por isso mesmo.
E fica a parte boa da história pra contar: tem bicho aqui da nossa mata tão especial que ganhou até sobrenome de gente. Quem sabe um dia, olhando as folhas do chão com paciência, a gente encontra outra herdeira do professor.