Guabiroba
Campomanesia xanthocarpa
- Grupo
- Plantas · árvore
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 5
O nome dela é uma acusação injusta. Guabiroba, na língua dos índios, tem a ver com casca amarga: provaram a casca da árvore, acharam ruim, e o nome pegou. Só que a fruta é o contrário do nome: uma bolinha amarela, docinha, meio ácida, com um perfume que toma conta da boca. Julgar a guabiroba pelo nome é perder uma das melhores frutas da mata.
Ela é da família da goiaba e da pitanga, e mostra isso na flor: branquinha, cheia de fiapos, perfumada, daquelas que as abelhas e as mamangavas não conseguem ignorar. Na primavera, um pé florido fica zumbindo o dia inteiro.
A fruta é pequena, de casca fininha, e quem chega no ponto certo entende a fama: no Sul do país ela é tão querida que vira suco, geleia e licor, e as folhas ainda rendem chá. Aqui ela é mais escondida, o que só aumenta a alegria de achar: fico tão feliz quando encontro um pé carregado.
E a safra é generosa: começa no verão e vai se esticando até o outono, meses de fruta pingando. Nesse tempo o pé não fica só: aves e pequenos mamíferos fazem visita constante, comem e saem plantando guabirobas por aí.
Essa foto fiz aqui em Maresias. Foi o Kaian que me chamou: pai, vem ver essa frutinha amarela. Às vezes o melhor guia de mato é um filho prestando atenção.
Fica combinado assim: se a gente cruzar com uma bolinha amarela perfumada no meio do verde, prova. O nome que é amargo. A fruta, não.