Cajá

Spondias mombin

Grupo
Plantas · árvore
Onde foi registrada
São Sebastião, Maresias
Status de conservação
Não avaliada (NE)
Fotografias
2

Cajá maduro a gente não colhe: espera cair. A fruta amadurece lá no alto da cajazeira, que é árvore grande de verdade, e quando chega no ponto a própria árvore entrega no chão. Aí é só catar, ainda cheirosa e quentinha de sol.

Eu amo essa fruta. A casca amarela é perfumada, e a polpa é aquele equilíbrio raro: ácida e docinha ao mesmo tempo, em volta de um caroço grandão. Vira suco, picolé, geleia, e no Norte do país ela atende pelo nome de taperebá.

A cajazeira tem um jeito curioso de florir: ela solta boa parte das folhas antes, e os cachos de flor aparecem nos galhos meio pelados, bem na virada da estação seca pra chuvosa. É como se ela limpasse o palco antes do espetáculo.

E a fila do cajá é democrática: aves, macacos e morcegos comem e espalham as sementes. Onde a cajazeira cresce na beira de rio, até peixe come cajá que cai n'água. Fruta que alimenta bicho de pena, de pelo e de escama, tudo junto.

O pé que fotografei é aqui de Maresias. A Déia sentiu o cheiro das frutas caídas antes mesmo de a gente enxergar a árvore.

O auge é no coração do verão, de janeiro a março. Verão que se preze, por aqui, tem cheiro de cajá no chão.

Cajá (Spondias mombin), plantas, fotografado em Maresias, São Sebastião Cajá (Spondias mombin), plantas, fotografado em Maresias, São Sebastião

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