Capitiú

Siparuna guianensis

Grupo
Plantas · árvore
Onde foi registrada
São Sebastião, Maresias
Status de conservação
Não avaliada (NE)
Fotografias
2

Essa planta contratou mosquito de polinizador. É sério: enquanto quase todo mundo na mata chama abelha, borboleta ou beija-flor, as flores do capitiú atraem mosquitinhos minúsculos, seduzidos pelo cheiro, e são eles que levam o pólen de flor em flor. Uma parceria de mão dupla, estudada de perto pelos cientistas.

E aí vem a parte mais engraçada dessa história: o óleo tirado das folhas dela é testado justamente pra espantar mosquito, desses que picam a gente. Funciona tão bem que virou pesquisa séria. Ou seja: é a planta que namora mosquito de um lado e espanta mosquito do outro.

O cheiro, aliás, é a marca registrada. Amassa uma folha e sobe um aroma forte, que lembra limão, tanto que ela também é chamada de limão-bravo e negramina. Numa trilha aqui de Maresias, amassei uma folha e dei pro Kaian cheirar. É um cheiro que não se esquece.

Outra curiosidade dela: existe pé macho e pé fêmea. São plantas separadas, e só as fêmeas dão fruto.

No meio do verão, os frutinhos se abrem e mostram sementes de capa colorida, e aí chegam os passarinhos de dentro da mata, as saíras e os tiês do sub-bosque, pra buscar cada uma.

Planta de cheiro forte e ideias próprias. A mata é cheia de personagens assim.

Capitiú (Siparuna guianensis), plantas, fotografado em Maresias, São Sebastião Capitiú (Siparuna guianensis), plantas, fotografado em Maresias, São Sebastião

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