Guamirim-de-folha-miúda
Myrcia splendens
- Grupo
- Plantas · árvore
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 6
Essa arvorinha nasce de cabeça vermelha. As folhas novas do guamirim brotam avermelhadas, cobertas de uma penugem clarinha, e só depois vão ficando verdes e brilhantes. De longe, parece que a ponta de cada galho está florida, mas é só folha nova chegando.
O brilho, aliás, está até no nome científico dela: splendens, que quer dizer esplêndida, brilhante. Foi a folha lustrosa que ganhou o batismo.
O guamirim é do tipo que não espera convite. É uma árvore pioneira: onde a mata foi derrubada e está tentando voltar, ele chega cedo, cresce rápido e vai preparando o terreno pras árvores mais exigentes que vêm depois. Um pedreiro da mata, dos primeiros a entrar na obra.
Na florada, as florzinhas brancas cheias de fiapos enchem de abelha, e ele é queridinho até de quem cria abelha nativa. No verão vêm as frutinhas escuras, miudinhas, e aí desfilam sabiás, sanhaços e tangarás, além de morcegos à noite. Cada um leva uma semente de brinde, e é assim que o guamirim vai costurando capoeira nova morro acima.
Essa foto fiz numa trilha aqui em Maresias, mata adentro. Ele é discreto: sem flor e sem broto vermelho, passa fácil despercebido.
Mas agora tem um jeito de achar: procura na beira da mata uma copa verde-escura com as pontas dos galhos avermelhadas. Achou, é ele, trabalhando na obra de sempre.