Ingá-banana
Inga vera
- Grupo
- Plantas · árvore
- Onde foi registrada
- Santa Isabel
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 2
Dentro dessa vagem comprida mora uma surpresa: uma polpa branca, macia e doce, que parece algodão-doce. Não é à toa que, em inglês, as ingás ganharam o apelido de "feijão-sorvete".
Fico tão feliz quando encontro um pé carregado. É só abrir a vagem e chupar a polpa que envolve as sementes, docinha, refrescante. Fruta de comer com as mãos, do jeito antigo.
As flores dela são outro capítulo: pompons brancos de fios compridos, que trabalham em turno dobrado. Elas abrem para a noite, quando chegam as mariposas grandes e os morcegos, e ainda recebem abelhas e beija-flores. Pouca flor na mata atende tanta clientela diferente.
E a folha tem um truque de gente esperta: potinhos de néctar na haste, que servem de pagamento pras formigas. Em troca do docinho, as formigas patrulham a planta e afugentam quem vem mastigar as folhas. Um exército contratado a preço de açúcar.
O ingá-banana é árvore de beira d'água. Acompanha rios e córregos, segura os barrancos com as raízes e dá sombra boa. E é generoso: passa mais de metade do ano dando fruta, do meio do ano até o comecinho do verão. Os macacos são os fregueses número um, seguidos de quatis e aves.
Essa da foto encontrei em Santa Isabel.
Quer achar uma ingazeira? Procura perto d'água. Onde tem rio limpo com mata na beira, é bem provável que uma delas esteja lá, de vagem pendurada.