Tatuzinho-da-Flórida
Atlantoscia floridana
- Grupo
- Crustáceos
- Onde foi registrada
- Paraibuna
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 2
Esse tatuzinho não sabe virar bolinha. O primo famoso dele, o bicho-de-conta do quintal, se enrola todo quando alguém encosta. Esse aqui tentou, tentou, e nada. Então a natureza deu outro presente pra ele: velocidade. Quando se assusta, ele simplesmente dispara, tão rápido que em inglês ganhou o apelido de "tatuzinho veloz".
Ele é bem pequenininho, menor que uma unha, achatado, cor parda com manchinhas que somem no meio das folhas mortas. Tem um brilho discreto no corpo e antenas compridas sempre em movimento, lendo o mundo.
A casa dele é o chão da floresta: aquele colchão de folhas caídas, os troncos apodrecendo, o lado de baixo das pedras. Sempre no úmido e no escuro, porque ele resseca fácil. E o trabalho dele é dos mais importantes: come folha morta e madeira velha, picotando tudo em pedacinhos e devolvendo o alimento pro solo. É da equipe que transforma a folha que cai na comida das árvores que crescem.
As mães desse grupo têm um jeito especial de cuidar dos filhotes: carregam os ovos numa bolsinha na barriga, feito canguru. E os filhotes já saem de lá andando, mini-tatuzinhos prontos pra vida.
Esse eu fotografei na serra, em Paraibuna, espiando embaixo de um tronco caído. Virei o tronco devagar, fiz a foto e devolvi tudo no lugar, que aquilo ali é a casa de muita gente.
Toda floresta tem esses funcionários invisíveis trabalhando no porão. Esse é um deles: pequeno, veloz e sem saber fazer bolinha. Cada um com seus talentos.