Sabiá-poca
Turdus amaurochalinus
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 14
O nome desse sabiá é o barulho que ele faz. "Poca" vem do tupi e quer dizer barulho, estalo: é o piado de contato dele, o chamadinho que ele solta no dia a dia. Os antigos ouviram, batizaram, e o nome pegou. Sabiá-poca: o sabiá do seu próprio som.
De aparência, ele joga no time dos discretos: dorso acinzentado, barriga creme clarinha, bico que pode puxar pro amarelado. O detalhe pra reconhecer está no rosto: uma manchinha escura entre o olho e o bico, uma minimáscara que os outros sabiás daqui não têm.
E tem um tique que entrega ele de longe: pousado ou no chão, vive balançando a cauda rapidinho pra cima e pra baixo, principalmente quando vocaliza. Parece que a cauda marca o ritmo da conversa.
Curioso é que ele não canta o ano todo. O canto de verdade, melodioso, fica guardado pra época de reprodução; no resto do ano ele só solta os chamados, incluindo o famoso poca. É um artista que só sobe no palco na temporada certa.
No mais, é um vizinho tranquilo: cata frutos e bichinhos no chão entre as folhas secas, aceita bem a presença da gente e é dos sabiás mais comuns nas cidades por onde ocorre.
O da foto apareceu no caminho da praia, aqui em Maresias. Se cruzar com um sabiá de barriga clara balançando a cauda, fica na escuta: vai que ele solta o barulhinho que virou nome.