Gavião-carijó
Rupornis magnirostris
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 49
Esse gavião caça sentado. Enquanto outros gaviões cruzam o céu fazendo círculos, o carijó escolhe um poleiro bom, um poste, uma cerca, um galho seco na beira do caminho, e fica ali parado, esperando. Quando um lagarto, um rato ou um inseto graúdo se mexe lá embaixo, ele despenca em cima. E tem mais: quando acha um poleiro que funciona, ele volta pro mesmo lugar dias seguidos, às vezes semanas.
Por causa desse costume de ficar à vista na beira das estradas, em inglês ele é chamado de gavião de beira de estrada. É provavelmente o gavião que as pessoas mais veem na vida, mesmo sem saber o nome dele.
De perto, vale a olhada: o peito é todo riscadinho de ferrugem, como um tecido xadrez, e é daí que vem o carijó do nome. O olho e as pernas amarelas dão o toque final.
Ele também não é de guardar silêncio. O grito é estridente, repetido, e muitas vezes a gente fica sabendo que tem um gavião por perto pelo escândalo, antes de conseguir ver.
O cardápio é de quem não faz doce: inseto grande, lagartixa, rato, cobra pequena, até passarinho desatento. Comendo rato e lagarto na cidade, ele acaba fazendo um serviço que ninguém agradece.
O da foto estava na rua de casa mesmo, aqui em Maresias, no seu posto de observação.
Repara nos postes e nos galhos secos quando a gente sair. Ali em cima, paradão, pode estar o caçador mais paciente da vizinhança.