Teque-teque
Todirostrum poliocephalum
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Endêmica do Brasil
- Sim
- Endemismo regional
- Sim
- Fotografias
- 17
O teque-teque vive dizendo o próprio nome. O canto dele é agudo e repetido, um "teque, teque, teque" que atravessa a folhagem, e foi daí que veio o nome. Ele é tão pequeno que quase sempre você ouve sem ver: são só uns 9 centímetros e pouco mais de 6 gramas, mais leve que uma folha de papel dobrada.
Mas quando aparece, que carinha. A cabeça é cinza, o corpo verde-oliva com a barriga amarela, e entre o bico e o olho tem uma mancha amarelo-viva, como se ele tivesse pintado o rosto. É essa pintura que dá a ele um olhar expressivo, de passarinho que está sempre de olho em você.
E ele é nosso, só nosso: o teque-teque não existe em nenhum outro lugar do mundo, apenas na Mata Atlântica do Brasil. Quando você vê um, está vendo uma exclusividade da nossa floresta.
O trabalho dele é caçar bichinho miúdo: insetos e aranhas que ele pega em investidas rápidas a partir do poleiro, muitas vezes olhando o lado de baixo das folhas, onde os bichinhos acham que estão escondidos. Anda quase sempre em dupla, num vai e vem sem parar pelos galhos finos, mexendo a cauda o tempo todo.
O ninho é uma obra de engenharia em miniatura: uma bolsa fechada, trançada com fibras de plantas, pendurada na ponta de um galho fino e bem disfarçada. Balança no vento, mas ali dentro os ovos ficam protegidos, longe do alcance de muita boca grande.
Essa foto fiz na Pedra Selada, na serra, quando esse aqui resolveu dar as caras entre os galhos.
Da próxima caminhada na mata, presta atenção num "teque, teque, teque" agudinho. Ele estará ali perto, se apresentando pelo nome.