Thalurania

Thalurania

Grupo
Aves
Onde foi registrada
São Sebastião, Maresias
Fotografias
3

Esses beija-flores ganharam lá fora um nome de conto de fadas: ninfas-do-bosque. E quem já viu um macho brilhando na sombra da mata entende o apelido. É um verde metálico que acende e apaga conforme a luz, com detalhes em azul e violeta, como se o bicho fosse feito de pedra preciosa.

O truque dessas cores é que elas nem são tinta: são penas que quebram a luz, tipo um prisma. Por isso o mesmo beija-flor parece escuro num segundo e vira um lampejo colorido no outro, bastando virar o corpo.

A fêmea conta outra história: verde por cima, clarinha por baixo, sem o brilho todo do macho. É tão diferente que dá pra jurar que é outra espécie. Mas é a companheira dele, vestida pra não chamar atenção quando estiver no ninho.

O cardápio é o esperado de beija-flor: néctar, visitando flor por flor. Mas tem um complemento que pouca gente imagina: eles também caçam bichinhos, pegando insetos e aranhas miúdas, que garantem a proteína. E são valentes: um macho pode tomar conta de uma moita florida e expulsar visitante atrevido.

E enquanto bebem o doce das flores, vão levando o pólen de flor em flor, ajudando a mata a produzir sementes e frutos novos. Beleza que trabalha.

Essa foto fiz na rua de casa, aqui em Maresias. Um brilho verde passou, parou no ar, e ficou ali, pairando, tempo suficiente pro clique.

Repara nas flores do quintal num dia de sol. Se um pontinho verde acender e apagar no ar, você achou uma ninfa-do-bosque.

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