Saíra-sete-cores
Tangara seledon
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Endemismo regional
- Sim
- Fotografias
- 28
Na família da saíra-sete-cores, os irmãos mais velhos ajudam a criar os mais novos. O casal faz o ninho, a fêmea choca os ovos, e quando os filhotes nascem aparecem os ajudantes: provavelmente os filhos das ninhadas passadas, que ficam por perto levando comida pros irmãozinhos. Uma família que trabalha em mutirão.
E que família pra se olhar. O nome promete sete cores e o pássaro entrega: cabeça verde brilhante, peito azul-turquesa, pedaços pretos, pinceladas de amarelo e laranja, tudo no corpo de um passarinho de treze centímetros. Parece que alguém pintou sem saber qual cor escolher e acertou todas.
Até o nome científico conta história: Tangara vem do tupi e quer dizer dançarino. É por causa das acrobacias que ele faz procurando comida, pendurando e girando nos galhos como ginasta.
Ele é filho da Mata Atlântica, essa mata daqui. Vive no alto das árvores e nas beiras da floresta, comendo frutinhas, muitas engolidas inteiras, e caçando insetos pequenos entre as folhas. Onde tem comedouro com banana, ele desce do dossel e vem disputar o pedaço, pra alegria de quem está olhando.
Outra esperteza: ele quase nunca anda só. Junta-se em bandos, às vezes de vinte, e se mistura com aves de outras espécies também. Andar em grupo tem vantagem dupla: mais olhos vigiando os predadores e mais gente achando comida.
Essa foto fiz na trilha da cachoeira. No meio de tanto verde, ele passou como um estilhaço colorido, e deu tempo.
Sete cores num passarinho só. Quando encontrar um, tenta contar. E repara se ele está sozinho: aposto que não.