Saíra-amarela
Stilpnia cayana
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 37
Toda essa beleza, e sabe o que ela come? Vespa. A saíra-amarela, delicada desse jeito, come cupim e vespa, além das frutinhas. Um passarinho que parece pintura e encara um inseto que muita gente adulta não encara.
O macho é um encontro de cores que não deviam combinar e combinam: cabeça alaranjada, quase cor de ferrugem, num corpo azul-esverdeado, com uma máscara escura no rosto. Quando o sol bate, acende tudo. A fêmea é verde-oliva, mais apagada, cor de quem prefere não ser vista.
Ela vive aos pares ou em grupinhos, e adora as beiras: beira de mata, capoeira, pomar, jardim. Come frutinha de aroeira e de embaúba, cata inseto com bicadas rápidas entre as folhas, e onde tem comedouro com fruta ela aparece sem cerimônia. É biodiversidade batendo na janela.
Na época de reprodução, o ninho é uma tacinha aberta, feita de folhas, raízes finas e capim, escondida na folhagem de uma árvore baixa. O macho até ajuda, mas quem faz a maior parte do trabalho é a fêmea: constrói, choca os ovos e ainda aquece os filhotes.
E cada frutinha que ela come vira favor pra mata: as sementes passeiam com ela e caem longe, e é assim que capoeira rala vai virando mata de novo, semente por semente.
Essa apareceu no caminho da praia, aqui em Maresias, e a foto quase se fez sozinha: com uma cor daquelas, era só não atrapalhar.
Se quiser vê-la de perto, o convite é simples: uma banana madura num canto do quintal. Aí é esperar e ver quem chega primeiro.