Stelis
Stelis
- Grupo
- Plantas
- Onde foi registrada
- Queluz
- Fotografias
- 5
Essas flores obedecem o sol. Abrem quando a luz bate nelas e vão se fechando quando ela vai embora. Tem espécie do grupo que fecha por completo à noite e reabre no dia seguinte, e faz isso várias vezes, sempre a mesma flor.
O formato é a marca da turma. Três sépalas arredondadas, do mesmo tamanho, arrumadas num triângulo quase perfeito. No meio do triângulo fica uma peça minúscula, que junta o lábio, as pétalas e a coluna, tudo encolhido num ponto só. Parece um selo, ou um botão de camisa.
São miúdas. Quase todas essas plantas são de miniatura, e as flores nascem enfileiradas numa haste fina, dezenas delas, do branco ao amarelado, ao rosado, ao vinho, dependendo da espécie. Uma haste inteira dessas não ocupa o tamanho de um polegar.
O nome do grupo é a palavra grega pra erva-de-passarinho, aquela planta que a gente vê grudada em galho por aí. Deram esse nome porque elas fazem a mesma coisa: moram em cima das árvores. Só que, diferente da erva-de-passarinho, a orquídea não suga nada de quem a hospeda. Só pega carona.
Por aqui elas floresceram no auge do verão, de dezembro a fevereiro, no calor e na chuva.
Essa eu fiz em Queluz, com a máquina quase encostada no galho.
Se você achar uma dessas, chega perto e espera. Quando o sol sair de trás da nuvem, você vê a flor abrir. É pouca coisa e é muita coisa ao mesmo tempo.