Tucano-de-ariel
Ramphastos vitellinus
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 32
Sabe quem planta floresta sem nunca encostar no chão? O tucano-de-ariel. Ele passa o dia comendo frutas com aquele bicão, e as sementes que engole viajam com ele e caem longe da árvore mãe. De cada semente espalhada pode nascer uma árvore nova. O tucano come, a mata agradece.
E que visual: o corpo é preto, mas o peito é uma labareda amarelo-alaranjada, com uma faixa vermelha logo abaixo, e por baixo da cauda mais um toque de vermelho. O bico é grande, escuro, e em volta do olho tem uma pele nua colorida. Quando ele aparece na copa das árvores, não tem como confundir com nada.
O voo dele também tem assinatura: bate as asas algumas vezes, depois abre e plana, bate e plana, desenhando ondas no céu. Quase sempre vem em grupo pequeno e barulhento, um seguindo o outro por cima das clareiras.
Pra fazer família, ele procura um oco de árvore, muitas vezes uma casa velha abandonada por pica-pau. Lá dentro, o casal divide tudo: um choca enquanto o outro busca comida, e depois os dois revezam na alimentação dos filhotes.
Tem um detalhe que deixa cada encontro com ele mais especial: o tucano-de-ariel precisa de mata bem preservada pra viver. Quando ele aparece, é sinal de que aquele pedaço de floresta está saudável. Ele é tipo um atestado voador de mata boa.
Essa foto fiz aqui em Maresias, pertinho de casa. A serra desce quase até a praia por aqui, e de vez em quando esse peito de fogo cruza o vale.
Então, quando ouvir um alvoroço na copa das árvores, olha pra cima e procura o peito laranja. Se for ele, pode comemorar duas vezes: pelo tucano, e pela floresta que ele veio aprovar.