Coró-coró
Mesembrinibis cayennensis
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 4
Esse pássaro fala o próprio nome. No fim da tarde, quando a luz vai embora, sobe da beira da água um "coró-coró, coró-coró" alto e rouco, e foi desse grito que ele foi batizado. Dizem que é o mais barulhento de todos os íbis, e quem já ouviu não duvida.
De longe, parece só um pássaro escuro. De perto, a pena tem um brilho verde metálico que muda conforme a luz: ora verde-oliva, ora verde-garrafa. O bico é comprido e curvado pra baixo, perfeito pra fuçar o barro mole atrás de comida: insetos, caranguejinhos, peixinhos, girinos.
Ele gosta de andar devagar pela margem de córregos e poças sombreadas, sozinho ou em grupinhos pequenos, com um passo calmo de quem não tem pressa nenhuma. Na hora de fazer ninho, monta uma plataforma de gravetos numa árvore debruçada sobre a água.
E tem um detalhe que os cientistas acham especial: o coró-coró está sozinho no galho dele da árvore genealógica. O gênero dele tem uma espécie só no mundo inteiro, ele mesmo. Não tem primo parecido, não tem irmão: é único.
Essa foto fiz aqui em Maresias, quando ele atravessou na minha frente no caminho da praia, sem se apressar nem um pouco por minha causa.
Fica a dica: fim de tarde, perto de água, ouvido ligado. Se alguém gritar o próprio nome lá do brejo, você já sabe quem é.