Topetinho-vermelho
Lophornis magnificus
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Endêmica do Brasil
- Sim
- Endemismo regional
- Sim
- Fotografias
- 10
Menos de três gramas. É isso que pesa o topetinho-vermelho, o menor beija-flor do Brasil: uma moeda de um real é mais pesada que ele inteiro. Cabe na ponta dos dedos e ainda sobra espaço.
Mas o que falta em tamanho sobra em enfeite. O macho carrega um topete laranja-avermelhado na cabeça e, dos lados do rosto, leques de peninhas que ele abre como um babado. Na hora de conquistar a fêmea, ele arma o topete, espalha o babado e faz um voo lento bem na frente dela, flutuando parado no ar, como quem diz: olha só o que eu sei fazer.
A fêmea assiste sem nada disso: ela é discreta, esverdeada, de garganta pintadinha. Na natureza é comum ser assim, o macho todo produzido e a fêmea de roupa simples, bem camuflada pra cuidar do ninho.
E esse passarinho é nosso: só existe no Brasil, principalmente na Mata Atlântica, visitando flor por flor em bordas de mata, clareiras e jardins. Bebe néctar como todo beija-flor, mas também caça insetinhos, que são a parte forte da alimentação, tipo o feijão do prato.
O ninho é do tamanho do dono: uma tacinha minúscula de fibras e paina, enfeitada com líquens que a escondem no galho. Parece parte da árvore, e é essa a intenção.
Esse da foto apareceu no caminho da praia, aqui em Maresias, um pontinho brilhante zunindo entre as flores.
Procurar o topetinho é um jogo de paciência: você não procura um pássaro, procura um brilho do tamanho de uma abelha grande. Quando achar, vai entender por que ele se chama magnífico no nome científico.