Gaivotão
Larus dominicanus
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 9
O gaivotão leva anos pra ganhar a roupa de adulto. Quando jovem, ele é todo marrom-acinzentado, manchado, meio desarrumado, e vai trocando de plumagem aos poucos, ano após ano, até finalmente vestir o uniforme definitivo: costas e asas pretas, cabeça e peito de um branco impecável, bico amarelo com uma pintinha vermelha. É como se ele passasse a adolescência inteira de roupa amassada até ganhar o terno.
E ele é o gigante das nossas praias. Gaivota de verdade, grande e forte, a maior que aparece por aqui. Quando abre as asas escuras com bordas claras e plana sobre a arrebentação, não tem como confundir.
De comida, o gaivotão aceita quase tudo. Peixe, marisco, caranguejo, resto que os barcos de pesca jogam fora. O bico é tão forte que ele consegue abrir concha e quebrar carapaça de caranguejo, coisa que pouca ave consegue. Nos portos e nas praias de pescador, ele é figura certa, acompanhando os barcos como quem cobra pedágio.
Na época de criar, os gaivotões se juntam em grandes colônias nas ilhas do litoral. Cada casal monta o ninho no chão, com material de planta, e defende com valentia o seu pedacinho da ilha. Os filhotes ficam sob os cuidados dos dois pais até aprenderem a voar.
Essa foto fiz na praia, aqui em Maresias, ele estava parado na areia, com pose de dono do pedaço. E convenhamos: ali, ele é.
Quando você vir uma gaivota marrom e malhada na praia, não pense que é outro bicho. É um gaivotão menino, ainda esperando o terno preto e branco chegar.