Beija-flor-tesoura
Eupetomena macroura
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 29
Nove gramas. É mais ou menos isso que pesa o beija-flor-tesoura: menos que uma colher de arroz. E mesmo assim ele é dono do pedaço. Quando acha uma árvore cheia de flores boas, ele toma posse e expulsa todo mundo que chega perto: outros beija-flores, e até pássaros bem maiores que ele. Um valentão do tamanho de um dedo.
O nome vem da cauda, e que cauda. Comprida, dividida em duas pontas, ela sozinha é quase dois terços do tamanho dele. Quando ele voa perseguindo um intruso, a cauda abre e fecha no ar, exatamente como uma tesoura trabalhando.
E é bonito de parar tudo pra olhar: o corpo brilha em verde e azul, e quando a luz bate certo, o peito solta uns reflexos azul-violeta, como se tivesse uma joia escondida nas penas.
O cardápio dele é o néctar, o docinho das flores, e ele visita uma flor atrás da outra o dia inteiro. Mas beija-flor não vive só de doce: ele também caça insetos miudinhos no ar, que são o "feijão com arroz" da dieta, a parte que sustenta de verdade.
Na hora do ninho, capricho puro: uma tacinha feita de fibras de plantas costurada com teia de aranha, disfarçada com liquens pra ninguém achar. A fêmea choca e cria os filhotes, enquanto o macho patrulha o território.
Esse aí apareceu no caminho da praia, aqui em Maresias. É um dos beija-flores mais comuns nos quintais do Brasil, e não tem medo de gente: chega pertinho, para no ar, te olha, e vai embora zunindo.
Repara nas flores do quintal: se aparecer um risco verde-azulado com rabo de tesoura brigando com passarinho grande, você acabou de conhecer o dono do jardim.