Gavião-tesoura

Elanoides forficatus

Grupo
Aves
Onde foi registrada
São Sebastião, Calhetas
Status de conservação
Pouco preocupante (LC)
Fotografias
4

O gavião-tesoura almoça voando. Ele captura insetos grandes no ar usando as garras, e aí, sem pousar, sem parar, leva a comida das patas até o bico e come em pleno voo. Restaurante, mesa e talher, tudo no ar.

O nome vem da cauda, comprida e aberta em duas pontas, como uma tesoura. É ela que dá a ele aquele controle absurdo no ar: fechando e abrindo a tesoura, o gavião recorta o vento, muda de direção num piscar, desliza rente ao dossel da mata e sobe de novo, quase sem bater as asas. O desenho ajuda a reconhecer de longe: corpo branco, asas e cauda negras, um contraste limpo, elegante.

Além dos insetos no ar, ele arranca presas direto da copa das árvores: inseto graúdo, pererequinha, pequeno lagarto, tudo sem pousar. E quando bate a sede, resolve do mesmo jeito: desce rasante sobre a água e bebe em pleno voo, como fazem as andorinhas. No chão é que você quase nunca vai ver esse gavião.

E tem outra coisa rara pra um gavião: ele gosta de companhia. É dos rapinantes mais sociáveis que existem, vive em grupos que podem juntar dezenas de indivíduos, planando juntos no céu.

Essa foto fiz em Calhetas, aqui em São Sebastião. Num dia de brisa, ele parecia brincar com o vento em cima da mata.

Olha pro céu nos dias de vento bom. Se aparecer um risco branco e preto de cauda aberta, desenhando curvas sem esforço, você está vendo um dos voos mais bonitos do Brasil.

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