Garça-azul
Egretta caerulea
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 24
A garça-azul nasce branca. Isso mesmo: no primeiro ano de vida ela é branquinha da cabeça aos pés, e só depois vai trocando as penas até ficar toda azul-acinzentada. No meio dessa troca ela passa por uma fase engraçada, toda malhada de branco e azul, parecendo uma fantasia de arlequim.
E os cientistas descobriram que ser branca no começo da vida não é à toa. Vestida de branco, a jovem garça-azul se mistura nos bandos de garças brancas, e aí ganha duas vantagens: pesca melhor na companhia delas e fica mais protegida dos predadores, escondida no meio do bando. É como entrar na festa com o uniforme da turma.
Quando cresce, ela vira essa elegância que aparece na foto: corpo azul-ardósia, cabeça e pescoço puxando pro roxo, bico azulado de ponta preta. De todas as garças daqui, é a única que veste essa cor.
O jeito de caçar dela é de quem não tem pressa. Vai andando devagar pela água rasa, medindo cada passo, para, espera, espera mais um pouco. Quando o peixinho, o camarão ou o caranguejo desavisado chega perto: um golpe rápido, e acabou a espera.
Essa eu fiz na praia do Indaiá, em Caraguatatuba. Ela gosta dessas beiras calmas, de mangue, lagoa e estuário, onde a água rasa vira mesa farta.
E fica a dica pra quando a gente ver um bando de garças brancas: olha com atenção as pernas e o bico de cada uma. Pode ter uma garça-azul disfarçada ali no meio, esperando a hora de trocar de roupa.