Dichorisandra
Dichorisandra
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Azul de verdade é raro em flor, e esta é uma das poucas da mata que têm.
O motivo da raridade é químico. As plantas não fabricam um pigmento azul: elas partem de pigmentos que são naturalmente vermelhos ou roxos e precisam alterar o ambiente dentro da célula, ajustando acidez e adicionando íons de metal, até que a mesma molécula passe a refletir azul. É um arranjo delicado, e por isso poucas linhagens conseguiram.
Ela é uma parenta do trapoeraba, aquele mato comum de quintal, e como ele tem o caule suculento, com nós marcados, e as folhas saindo em espiral em volta.
As flores abrem no comecinho do dia e murcham na mesma tarde. Cada uma dura poucas horas, e a planta compensa abrindo umas poucas por vez, ao longo de semanas.
Na foto elas aparecem num cacho roxo-azulado no meio de folhas largas, na sombra da mata.