Perereca-de-moldura
Dendropsophus elegans
- Grupo
- Anfíbios
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Endêmica do Brasil
- Sim
- Endemismo regional
- Sim
- Fotografias
- 4
Essa perereca carrega um quadro nas costas. O dorso dela tem um retângulo marrom-claro bem definido, contornado por uma listra branca ou amarelada que fecha a volta toda, como uma moldura em torno de uma pintura. Por isso o nome: perereca-de-moldura. E o nome científico completa o elogio, elegans, que é o latim de elegante.
Ela é pequenininha, menos de quatro centímetros, e mesmo assim é dona de um dos coros mais animados dos brejos daqui. Depois da chuva, os machos se empoleiram baixinho no capim e nas folhas sobre a água e cantam juntos, num barulhão desproporcional pro tamanho dos cantores.
Nos berçários, ela não faz exigência: desova em poça de chuva, em vala, em brejo e até em tanque e caixa d'água abandonada. Os ovos eclodem rápido, e os girinos crescem depressa naquelas águas rasas e mornas. Essa pressa toda é estratégia: poça temporária não espera ninguém.
Só existe no Brasil, e é uma cara conhecida da Mata Atlântica e das restingas. Aguenta bem paisagem mexida, pastagem, plantação, beira de cidade, contanto que tenha um ponto d'água com um pouco de verde na margem. Aliás, encontrar essa perereca no brejinho do quintal é um elogio ao quintal: sinal de que a água e o entorno estão saudáveis.
Essa foto fiz num brejo perto de casa, aqui em Maresias, com ela posando de obra de arte, moldura e tudo.
Se quiser conferir de perto, é fácil: depois de uma chuva de verão, siga o coro até a beira da água e ilumine o capim baixinho. Procura o quadrinho emoldurado. A exposição é gratuita e acontece quase toda noite quente.