Saí-azul
Dacnis cayana
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 28
Na casa do saí-azul, quem constrói é ela. A fêmea faz o ninho sozinha, uma taça funda de fibras bem fininhas, escondida entre as folhas no alto de uma árvore. E o macho? O macho fica de guarda-costas, espantando intruso que chega perto. Depois, quando ela está chocando os ovos, ele ainda aparece de vez em quando trazendo comida no bico pra ela, que nem entrega em domicílio.
E que casal. O macho é de um azul-turquesa que parece pintura, com máscara preta no rosto, asas e costas escuras. A fêmea é verde-oliva dos pés à cabeça, tão diferente que muita gente jura que é outra espécie. Quando os dois pousam juntos, parece encontro de dois passarinhos que nem se conhecem. Mas é o casal.
O cardápio deles é variado: fruta madura, insetos pequenos catados nas folhas e uma passadinha nas flores pra tomar néctar, o docinho que a flor guarda. Quando uma árvore carrega de frutinhas, como a embaúba, eles ficam indo e vindo o dia inteiro, em voos curtos e ligeiros, às vezes acompanhando um bando misto de outros passarinhos lá no alto das copas.
E nesse vai e vem eles trabalham sem saber: comem as frutas e espalham as sementes por aí, e dessas sementes nascem árvores novas. A mata agradece.
Essa foto fiz na rua de casa, aqui em Maresias. O azul dele apareceu no meio da folhagem e foi como acender uma luzinha.
Numa árvore cheia de frutinhas, procura um brilho azul e um verde discreto por perto. Achou os dois? Então você encontrou o casal mais desigual e mais unido da vizinhança.