Viuvinha
Colonia colonus
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 25
A viuvinha guarda um mistério que ninguém explicou direito até hoje: ela faz o ninho dentro de buraquinhos velhos de pica-pau-anão, um oco apertado no tronco. Só que o macho tem duas penas no rabo compridas demais, maiores que o corpo dele. E aí? Como é que aquele rabão entra num buraco tão pequeno e sai inteirinho, sem amassar uma pena? Quem observa fica se perguntando. A cauda some pra dentro do oco e depois reaparece perfeita, como se nada tivesse acontecido.
O nome dela vem da roupa. O macho é quase todo preto, como quem está de luto, com o alto da cabeça branco. E lá atrás, as tais penas centrais da cauda, que podem passar de dez centímetros, balançando ao vento feito duas fitinhas. A fêmea também é escura, mas de rabo bem mais curto. Quando os dois pousam juntos, dá pra ver a diferença de longe.
Pra caçar, a viuvinha gosta de palco alto: escolhe um galho seco bem no topo de uma árvore, num lugar aberto, e fica ali de vigia. Um inseto passa voando, ela sai num voo rápido, pega e volta pro mesmo galho. E repete, e repete, a tarde inteira.
Essa da foto eu encontrei no Perequê, em Ilhabela, pousada bem no alto, do jeito que ela gosta.
Repara nos galhos secos mais altos quando a gente passar por uma clareira. Se tiver um passarinho preto de cabeça branca com duas fitas penduradas no rabo, é ela. E aí você pode lembrar do mistério do buraquinho.