Beija-flor-de-garganta-verde
Chionomesa fimbriata
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 14
Esse beija-flor trabalha como carteiro: tem uma rota. Em vez de sair visitando flores ao acaso, ele decora um caminho, uma sequência de flores, e passa nelas em rondas repetidas, sempre refazendo o trajeto. Enquanto ele cumpre a rota tomando néctar, vai carregando pólen de flor em flor, e é assim que muitas plantas daqui conseguem dar frutos e sementes. Um carteiro que entrega vida.
O nome dele mora na garganta. Na sombra, parece só um beija-florzinho verde comum. Mas quando a luz bate no ângulo certo, a garganta acende num verde-esmeralda brilhante, como uma joia que liga e desliga conforme ele vira a cabeça.
Ele não é de frescura com endereço: beirada de mata, clareira, quintal, jardim. Onde tem flor com néctar, ele aparece, e em jardins floridos pode virar visita diária, dessas que a gente até estranha quando falta.
Entre uma flor e outra, ele descansa pousado num galho à mostra, e complementa a dieta caçando insetinhos no ar, que néctar é energia mas proteína também faz falta.
O ninho é uma miniatura de capricho: um copinho de fibras de plantas, amarrado no galho com teia de aranha, pequeno a ponto de caber numa colher de sopa.
Essa foto fiz na rua de casa. E fica a brincadeira pra gente: se um beija-flor verde aparecer no mesmo canto, mais ou menos no mesmo horário, dias seguidos, provavelmente você não está vendo visitas. Está vendo a rota do carteiro.