Brachypremna
Brachypremna
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- Queluz
- Fotografias
- 3
Pernas compridas e finas como fio, corpo estreito, asas transparentes, e um jeito de se pendurar na vegetação que faz o bicho quase desaparecer entre os gravetos. Fotografei em fevereiro de 2026, em Queluz, e nas três fotos é preciso procurar para achar onde ela está.
Ela é uma pernilonga-gigante, e aqui vale desfazer a confusão mais comum do mundo dos insetos: ela não pica, não suga sangue e não é mãe de mosquito. Não tem sequer aparelho para furar pele.
O adulto quase não se alimenta, e vive poucos dias. Toda a alimentação aconteceu na fase de larva, que vive em solo úmido e em matéria vegetal em decomposição, e faz parte do time que transforma folha caída em terra.
As pernas soltam com facilidade, e isso é defesa: um pássaro que agarra uma perna fica com ela e o bicho escapa. Encontrar uma pernilonga com cinco pernas é comum, e não é acidente.
Este gênero tem mil setecentos e quarenta e oito registros no iNaturalist e nenhuma espécie confirmada nesta região.
Três fotos de um bicho inofensivo que quase todo mundo mata por engano.