Fidicinini
Fidicinini
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- Queluz
- Fotografias
- 13
Cigarra bebe seiva do lugar mais difícil da planta. Não é do floema, que é o cano doce e pressurizado que outros insetos aproveitam: é do xilema, o cano da água crua, que sobe sob tensão e quase não tem alimento. Para tirar líquido dali é preciso uma bomba muscular na cabeça, e a cigarra tem uma. Ela gasta energia para beber água quase pura, e por isso precisa de volume enorme e passa a vida sugando.
Fotografei três, em três lugares diferentes. Em fevereiro de 2023, no Frade, uma pequena e clara numa parede, com as asas transparentes montadas em telhado e os olhos separados nos cantos da cabeça. Em outubro do mesmo ano, em Cabreúva, outra sobre uma superfície amarela, escura e compacta. Em fevereiro de 2026, em Queluz, a mais bonita das três: verde-oliva e preta, sobre madeira, com as asas abertas e as nervuras à mostra.
As três parecem parentes próximas e podem muito bem ser espécies diferentes.
E aqui está o problema de identificar cigarra por foto: boa parte da separação entre espécies está no canto, não na aparência. Duas quase idênticas podem cantar em ritmos completamente distintos, e é isso que as mantém separadas.
Esta tribo tem quatro espécies confirmadas nesta região, e nenhuma das minhas fotos chegou a nome.
Treze fotos, e faltou o gravador.