Abelha-europeia
Apis mellifera
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- Queluz
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 9
A abelha-europeia (Apis mellifera) é uma das faces mais conhecidas da biodiversidade: corpo de 1 a 1,5 cm, peludinho, com faixas amareladas a acastanhadas no abdome e olhos grandes que brilham ao sol. Vive em colônias numerosas, com uma única rainha fértil, milhares de operárias e zangões sazonais. As operárias possuem estrutura para coleta de pólen nas pernas (as “corbículas”) e uma língua relativamente longa, adaptada para o néctar.
Originária da Europa, do norte e leste da África e do Oriente Médio, foi introduzida em praticamente todo o mundo devido ao manejo apícola. No Brasil, tornou-se célebre a linhagem “africanizada”, resultado do cruzamento de subespécies africanas com europeias a partir de introduções feitas na década de 1950. Hoje, populações manejadas e ferais se adaptaram a diferentes ambientes, do campo a áreas urbanas, visitando flores nativas e cultivadas.
Seu comportamento social é um primor da evolução: comunicação por danças (como a “dança em oito”) para indicar direção e distância das melhores floradas, divisão de trabalho por idade e termorregulação do ninho batendo asas. Alimentam-se de néctar (fonte de energia) e pólen (proteína) e produzem mel, cera e própolis. O ferrão com farpas das operárias, usado na defesa da colônia, pode ficar retido na pele de mamíferos, levando à morte do indivíduo que ferroa.
No ciclo de vida, ovos tornam-se larvas alimentadas por operárias; depois, pupas seladas em alvéolos originam novas abelhas. A rainha pode viver anos, enquanto operárias vivem semanas a poucos meses, dependendo da estação e da carga de trabalho. Ecologicamente, é uma polinizadora extraordinária, embora a presença maciça de colmeias manejadas deva ser equilibrada com a conservação de abelhas nativas, para que a competição por recursos florais não afete a fauna local. É impossível não admirar a engenhosidade dessa espécie ao observar um enxame reunindo-se em torno de uma florada intensa no auge da primavera.