Pomba-de-bando
Zenaida auriculata
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- Santa Isabel
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 15
Tem lugar no Brasil onde essa pomba se junta em quantidades difíceis de acreditar: colônias de cria com tantos ninhos que arbustos e chão ficam tomados, milhares e milhares de aves no mesmo pedaço de mato. Não é à toa que o nome dela é pomba-de-bando. Bando é o sobrenome, o costume e o estilo de vida.
De perto, ela é elegante: castanha, de cauda comprida e afinada, com pontinhos escuros nas asas e uma manchinha escura atrás do olho, como um brinco discreto.
O dia a dia dela é no chão. Anda catando grão e semente, e onde a comida é farta o bando cresce. Campo, pasto, lavoura, praça: onde tem semente caída, tem pomba-de-bando conferindo.
E ela tem pressa de viver. Quando a comida ajuda, cria filhotes durante boa parte do ano, num ninho simples de gravetos, sem luxo nenhum. É por isso que os bandos ficam tão grandes: é uma fábrica de pombinhas funcionando quase sem parar.
Na natureza, ela também tem seu papel duro: é um dos pratos preferidos dos gaviões. Muita pomba alimenta muito gavião, e o campo inteiro funciona em cima desse equilíbrio.
Essa aí do retrato encontrei no Indaiá, em Caraguatatuba, catando o chão tão concentrada que nem ligou pra mim. Quando cruzar com um bando delas levantando voo junto, tenta imaginar a cena multiplicada por mil: em alguns cantos do país, é assim que elas vivem.