Dama-bandeada
Vanessa myrinna
- Grupo
- Insetos · borboleta
- Onde foi registrada
- São Sebastião
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 26
Por cima, ela tem uma faixa vermelha atravessando a asa preta. Por baixo, vira pedra.
É a mesma borboleta nos dois casos. Quando pousa numa parede de concreto e fecha as asas, aparece o lado de baixo: um rendado de cinza, marrom e branco que se mistura com a textura da parede e faz a borboleta sumir ali, parada, à vista de todo mundo. Só reabrindo as asas ela volta a existir.
Ela é do grupo das damas, e aí está a parte estranha da história. As primas dela estão entre as borboletas mais estudadas do planeta: tem espécie desse grupo com livro escrito, rota de migração desenhada em mapa e décadas de acompanhamento. Desta aqui, quase nada. Sabe-se onde ela vive, do Brasil ao Peru e ao Equador, e pouco mais que isso.
O que existe sobre ela são fotos de quem topou com uma por acaso. De 1.021 registros conhecidos no mundo inteiro, 864 são do Brasil, e cada encontro documentado ainda acrescenta alguma coisa ao pouco que se sabe.
Fotografei em 28 de novembro de 2021, na praia da Mococa, em Caraguatatuba, onde ela passou boa parte da tarde na vegetação rasteira entre as conchas, e em 18 de novembro do mesmo ano em São Sebastião, pousada na parede. Em 5 de fevereiro de 2026 encontrei outra em Barequeçaba e, em 24 de maio de 2026, mais uma em Bragança Paulista, essa numa flor amarela.
Parede velha, muro de concreto e pedra ao sol são bons lugares para procurar. Ela gosta de superfície quente, e quando está de asas fechadas você só descobre que havia uma borboleta ali quando ela sai voando.
Fontes: Vanessa myrinna, Wikipedia, distribuição na América do Sul; Butterflies of America, espécimes históricos da espécie; contagem de registros no iNaturalist.