Arapuá
Trigona spinipes
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 10
Trigona spinipes é uma abelha sem ferrão de personalidade forte e muito comum em várias regiões do Brasil. As operárias são escuras, com pernas espinhosas que inspiraram o nome científico, e formam colônias numerosas e persistentes. A defesa é feita com mordidas e com o uso de resinas pegajosas, que grudam no cabelo e na pele do intruso — um encontro com o enxame não passa despercebido.
Os ninhos são verdadeiras obras rústicas: estruturas externas volumosas feitas de resina, barro, cera e detritos, aderidas a troncos, postes ou construções. A entrada, frequentemente alongada e irregular, é intensamente patrulhada por guardas. É comum ver fileiras de operárias em voo baixo ou caminhando em troncos e galhos, sinal de forrageamento coordenado em massa.
Onívoras oportunistas, as arapuás coletam néctar, pólen, seiva, frutos e abundantes resinas vegetais. Atuam como polinizadoras de uma grande variedade de plantas nativas e cultivadas, embora possam causar conflitos em pomares e jardins ao pilhar flores e frutas maduras. Em áreas urbanas e rurais alteradas, prosperam com facilidade, tornando-se presença constante no cotidiano.
As colônias são perenes e se multiplicam por enxameamento, quando um contingente de operárias acompanha uma nova rainha até um novo local de nidificação. O mel produzido pode ser de boa qualidade, mas, pela construção do ninho com materiais diversos e exposição a detritos, nem sempre é recomendado para consumo direto. Mesmo assim, a espécie é uma peça-chave nos serviços ecossistêmicos de polinização.