Vespas-caçadoras de tarântulas e parentes
Pepsini
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Fotografias
- 11
A fêmea dessa vespa caça aranha. Não para comer: para servir de comida ao filho. Ela enfrenta a aranha, ferroa num ponto que paralisa sem matar, arrasta o corpo vivo até uma toca, põe um ovo em cima e fecha. A larva come de dentro para fora, deixando os órgãos vitais para o final, para que a aranha continue fresca até o último dia.
É uma das histórias mais duras da mata, e ela acontece aqui.
Fotografei duas vezes em Maresias. Em março de 2021, uma no chão da mata entre folha seca e graveto, grande, escura, com as asas de um azul-esverdeado metálico que muda conforme a luz bate. Em abril de 2022, outra numa ramada florida, preta, com as asas riscadas de claro e as antenas de ponta alaranjada, andando devagar entre as flores.
O detalhe que quase ninguém sabe: a vespa adulta se alimenta de néctar. O bicho que protagoniza aquela história toda passa boa parte da vida em flor.
A ferroada delas é lendária. Numa escala de dor de picada de inseto usada por entomologistas, o grupo ocupa o degrau mais alto, o mesmo de poucos bichos no mundo. Não é veneno perigoso para gente, é dor pura, e passa em minutos.
Esta tribo reúne dezenas de gêneros e a foto não permite descer nenhum degrau abaixo dela.
Onze fotos de uma caçadora de aranha tomando néctar numa flor.