Borboleta-do-manacá

Methona themisto

Grupo
Insetos · borboleta
Onde foi registrada
São Sebastião, Maresias
Status de conservação
Não avaliada (NE)
Fotografias
4

Clássica representante das “asas‑de‑vidro”, esta ithomiina exibe painéis translúcidos em tom âmbar cortados por veias e faixas negras, um visual delicado e ao mesmo tempo de forte apelo aposemático. O corpo é esguio, as antenas alongadas e o voo, lento e planado, parece flutuar pelo sub‑bosque.

É especialmente associada a ambientes de Mata Atlântica, onde pode ser vista em trilhas e bordas ensolaradas, inclusive em jardins com plantas hospedeiras adequadas. No Sudeste do Brasil é relativamente comum, ocorrendo em áreas de floresta secundária e fragmentos urbanos bem arborizados.

As lagartas se alimentam de plantas de Solanaceae do gênero Brunfelsia (os populares manacás), das quais obtêm compostos tóxicos que são mantidos no corpo e tornam a borboleta pouco palatável para predadores. Os ovos são postos na planta hospedeira, e a pupa fica suspensa por um pedúnculo, como é típico nas ninfas.

Além da química defensiva, participa de anéis de mimetismo com outras ithomiinas de padrão semelhante, reforçando a mensagem de “não‑coma” para aves e lagartos. Ao entardecer, é comum ver grupos repousando juntos em ramos finos, um espetáculo discreto para quem observa a floresta com calma.

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