Maria-preta-de-penacho
Knipolegus lophotes
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- Engenheiro Passos
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Fotografias
- 5
Quando o vento bate, o topete dele abre. A maria-preta-de-penacho carrega na cabeça um penacho de penas que fica ainda mais vistoso nos dias de vento, quando o topete se abre como um leque escuro. O macho é todo preto, mas não um preto qualquer: um preto acetinado, com brilho de seda, que reluz quando o sol pega. A fêmea usa o mesmo penacho, só que mais discreto, num tom pardo.
Esse topete não é só enfeite parado. Ele entra em cena nas horas importantes: quando o macho quer impressionar uma fêmea ou avisar um rival de que aquele campo já tem dono, o penacho sobe, bem aberto, como uma bandeira.
Ela vive nos campos e cerrados, sempre em lugares abertos com poleiros à vista: cerca, cupinzeiro, mourão. Dali, caça no estilo pega-moscas: espera parada, atenta, e dispara em voos curtos pra capturar insetos no ar ou no chão, voltando em seguida pro posto.
E tem um costume curioso: ela é das primeiras aves a aparecer em áreas que acabaram de ser desmatadas ou queimadas. Quando as chuvas chegam e os insetos explodem naquele terreno mexido, a maria-preta já está lá, aproveitando o banquete que a bagunça criou.
Na época de criar, o casal marca seu território no campo e faz o ninho perto de arbustos baixos, um pedacinho de chão só deles.
Essa foto fiz em Engenheiro Passos, na região da serra, campos abertos com cerca pra todo lado, o cenário perfeito pra ela.
Preto de seda, topete de bandeira e pouso de vigia. Se você vir uma sombra elegante num mourão, com um leque na cabeça, apresenta-se: é a dona do campo.