Jacobínia

Justicia carnea

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A flor da jacobínia é um penacho. Ela junta um monte de tubos rosa-choque numa coroa só, todos apontando para fora e para cima, e o efeito é de fogo de artifício parado no meio do verde escuro.

Aquele formato tem um destinatário certo. Tubo estreito e comprido, cor forte e sem cheiro é o pacote clássico de flor de beija-flor: o néctar fica fundo, onde só bico comprido alcança, e a cor berrante faz o serviço que o perfume faria.

Ela é uma planta de sombra, e é da Mata Atlântica. Vive no andar de baixo da mata, aquele pedaço úmido e escuro onde quase nada floresce com essa cor. Justamente por isso ela chama tanto a atenção.

As folhas são grandes, de um verde profundo, com as nervuras bem marcadas e o miolo levemente enrugado.

Fotografei em agosto de 2026, no Camburí, num barranco de beira de trilha, cercada de samambaia.

São três mil cento e trinta e nove registros no iNaturalist, e a maioria deles é de planta cultivada em jardim, porque ela virou ornamental no mundo inteiro. Encontrar uma na mata, no lugar dela, é outra coisa.

Jacobínia (Justicia carnea), plantas, fotografado em Camburí, São Sebastião Jacobínia (Justicia carnea), plantas, fotografado em Camburí, São Sebastião Jacobínia (Justicia carnea), plantas, fotografado em Camburí, São Sebastião

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