Beija-flor-rubi
Heliodoxa rubricauda
- Grupo
- Aves
- Onde foi registrada
- Paranapiacaba
- Status de conservação
- Pouco preocupante (LC)
- Endêmica do Brasil
- Sim
- Endemismo regional
- Sim
- Fotografias
- 8
A garganta desse beija-flor liga e desliga. De um ângulo, parece escura, quase sem graça. Aí ele vira um tiquinho a cabeça, a luz bate certo, e acende um vermelho-rubi brilhante, como uma joia acesa no meio da mata. Não é mágica: as penas dele brilham conforme o ângulo da luz, e o show muda a cada movimento.
Por isso o nome: beija-flor-rubi. O macho é verde-brilhante com essa garganta de pedra preciosa e a cauda ruiva. A fêmea deixou o rubi de lado, tem a garganta clara com pintinhas verdes, mas guarda a mesma cauda cor de ferrugem.
E tem um detalhe de dar orgulho: ele só existe no Brasil. Nasceu na Mata Atlântica e não vive em nenhum outro país do mundo. É nosso, das encostas e bordas de mata do leste do Brasil.
Como bom beija-flor, ele tem gênio. Escolhe as flores dele, os bebedouros dele, e defende tudo com valentia, expulsando quem chega perto. Vive de néctar de bromélias e flores compridas, e completa a dieta caçando insetinhos no ar.
Essa foto eu fiz em Paranapiacaba, na serra, terra de neblina. Ele apareceu num instante de luz e fez o favor de acender o rubi pra mim.
O ninho é uma tacinha minúscula que a fêmea constrói sozinha e reveste de líquens por fora, disfarçando tão bem que vira parte do galho. E enquanto vive a vida dele, de flor em flor, vai carregando pólen e ajudando a mata inteira a florescer de novo.
Rubi de verdade fica guardado em cofre. O nosso voa.