Paquinhas
Gryllotalpidae
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Fotografias
- 3
Esse bicho cava com pás, e depois usa o buraco como caixa de som.
As pernas dianteiras dele são duas pás largas e dentadas, viradas para fora, iguais às da toupeira, e servem exatamente para a mesma coisa: abrir galeria embaixo da terra. Ele passa a vida ali, comendo raiz e bicho pequeno, e sobe pouco à superfície.
A parte genial é o canto. O macho não canta em qualquer buraco: ele escava uma galeria em forma de corneta, com duas bocas que se abrem para fora e uma câmara no meio, e canta posicionado no ponto exato onde o formato amplifica o som. O buraco vira um alto-falante de terra. O resultado é um trinado contínuo e grave que se ouve a centenas de metros, e que muita gente na roça acha que é sapo.
Aquele barulho constante no fim da tarde, saindo do chão, sem que se veja nada, quase sempre é este bicho.
O das fotos é castanho, felpudo, com as pás dianteiras bem visíveis. São duas fotos, e a identificação parou na família.