Irerê

Dendrocygna viduata

Grupo
Aves
Onde foi registrada
Santa Isabel
Status de conservação
Pouco preocupante (LC)
Fotografias
2

Um pato que não faz quá-quá. O irerê assobia. Um assobio fino, limpo, que mais parece de passarinho. Quando um bando levanta voo, o céu inteiro vira uma orquestra de apitos.

E as surpresas não param no som. O irerê gosta de voar de noitinha, e é aí que ele vai comer: sementes de capim e de plantas do brejo, com uns bichinhos de água pra completar. Enquanto a maioria dos patos dorme, ele janta.

Outra mania que quebra tudo que a gente espera de pato: ele pousa em árvore. E em mourão de cerca. Um pato empoleirado no galho, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

De perto é um pato elegante, esguio, de pescoço comprido, com a cara branca destacada contra a nuca escura, o peito castanho-avermelhado e os lados do corpo todos riscadinhos. Macho e fêmea usam a mesma roupa, não dá pra distinguir no olho.

Eles vivem em bandos grandes, em lagoa, brejo, represa, arrozal, qualquer canto com água e comida. E quando o bando é numeroso, o conjunto de assobios cria aquele som que quem conhece lugar alagado não esquece.

Essa foto fiz num passeio por Santa Isabel, numa área de lagoas. O Kaian achou graça demais da história: um pato que assobia? Pois é, filho. E assobia em bando.

Irerê (Dendrocygna viduata), aves, fotografado em Santa Isabel Irerê (Dendrocygna viduata), aves, fotografado em Santa Isabel

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