Mussambê
Cleome houtteana
- Grupo
- Plantas
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 5
A Mussambê forma touceiras altas e elegantes, com hastes eretas e folhas palmadas compostas por vários folíolos finos. As inflorescências terminais chamam atenção pelas flores rosadas a brancas com estames muito alongados, que dão o aspecto “aranhoso” característico. Após a floração, desenvolvem-se vagens alongadas e delgadas que se projetam para fora do eixo floral. Muitas plantas cultivadas e naturalizadas no Brasil hoje são tratadas taxonomicamente como Tarenaya hassleriana, sinônimo de Cleome hassleriana, muito próxima do que se conhecia nos jardins como Cleome houtteana.
Nativa do sul da América do Sul (Argentina, Paraguai, Uruguai e sudeste do Brasil), adapta-se bem a locais ensolarados e solos férteis e bem drenados. Fora de sua área original, naturalizou-se em várias regiões tropicais e subtropicais do mundo, especialmente em áreas abertas e bordas de estradas, por sua facilidade de semear sozinha. No Brasil, é frequente em jardins e canteiros, mas também pode surgir espontaneamente em terrenos baldios e beiras de matas secundárias.
As flores ricas em néctar atraem abelhas e borboletas, tornando a espécie uma boa aliada para polinizadores urbanos. Pertencente à família Cleomaceae, parente próxima dos capuchinhos (Capparaceae) e das mostardas e brócolis (Brassicaceae), exala um leve aroma e possui glândulas que deixam as hastes um tanto pegajosas. É bastante utilizada em maciços florais pela floração prolongada ao longo da estação quente e pela silhueta arquitetônica que cria movimento nos canteiros.