Bicho-Pau Gigante Brasileiro
Cladomorphus phyllinus
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Status de conservação
- Não avaliada (NE)
- Fotografias
- 3
O Bicho-Pau Gigante Brasileiro impressiona pelo tamanho: as fêmeas podem ultrapassar duas dezenas de centímetros, com corpo espesso e alongado que imita ramos secos. A coloração varia do verde-oliva ao marrom-acinzentado, às vezes com saliências e espículas que quebram o contorno do corpo. Há dimorfismo sexual acentuado: os machos são mais delgados e, em geral, apresentam asas funcionais, enquanto as fêmeas são maiores e pesadas, com asas reduzidas.
Habita o estrato inferior de florestas úmidas e capoeiras do leste do Brasil, onde a camuflagem é fundamental. Passa o dia imóvel, em postura rígida, confundindo-se com galhos. Ao entardecer, torna-se ativo e se alimenta de folhas tenras de diversas plantas, escolhendo brotações e ramos baixos.
Como outros fasmídeos, tem hábitos crípticos e comportamento de “catalepsia”, mantendo-se estático por longos períodos para não ser percebido. Quando perturbado, pode deixar cair uma perna (autotomia), que será parcialmente regenerada em mudas subsequentes se o indivíduo ainda for jovem. Seus ovos lembram pequenas sementes e caem no folhiço, onde permanecem camuflados até a eclosão, contribuindo para a incrível estratégia de sobrevivência desse mestre da camuflagem.