Chelymorpha
Chelymorpha
- Grupo
- Insetos
- Onde foi registrada
- São Sebastião, Maresias
- Fotografias
- 14
A larva desse besouro anda com o próprio cocô equilibrado nas costas. Não é figura de linguagem: ela tem no fim do corpo um garfo articulado onde vai empilhando as fezes e as peles velhas que troca, e carrega aquilo por cima como um guarda-chuva. Quando alguma coisa se aproxima, ela levanta e balança o guarda-chuva na direção do intruso.
Fotografei a larva em setembro de 2022, em Maresias: um bichinho espinhento, claro com listras, com um bloco escuro e disforme suspenso acima do corpo.
Três dias antes, no mesmo lugar, tinha fotografado o adulto, e é difícil acreditar que seja a mesma linhagem. O adulto é uma cúpula marrom-avermelhada e brilhante, com as bordas espalmadas para os lados formando uma saia que esconde a cabeça e as pernas inteiras quando ele se encosta na folha. Daí o apelido de besouro-tartaruga.
Essa saia é defesa mecânica: encostada na folha, não sobra borda para formiga agarrar.
Adulto e larva comem folha, e boa parte do grupo se especializa em plantas da família da batata-doce e da corda-de-viola.
O gênero é grande e a separação entre as espécies depende do padrão de manchas, que muda com a idade do bicho e some quando ele morre.
Quatorze fotos, e a melhor delas é a do bicho carregando a própria sujeira como escudo.